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Freguesia da Ventosa

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Está situada na margem esquerda do Rio Cávado a 9km NW da sede de Concelho de Vieira do Minho, em região muito acidentada. Um documento de 1120 fala desta freguesia dizendo ser ela couto; as inquirições de 1220 dão-lhe o nome de Ribeira de Soaz, na terra de Penafiel de Soaz; a partir das inquirições de 1258 já tem o nome de Ventosa.

Recebeu Foral Manuelino em 1515, tendo sido sede do Concelho de Ribeira de Soaz, extinto no segundo quartel do séc. XIX.

Foi abadia de apresentação da mitra.

A Igreja paroquial (1717) de remota origem e granito tosco, apesar da aparência muito modesta possui na Capela-Mor  notável riqueza artística, em talha.

A seguir apresentamos algumas informações da freguesia.

Imóveis de interesse patrimonial

  • Igreja paroquial (séc. XVIII, com uma interessante talha no Altar-Mor);
  • Cruzeiro (1876);
  • Capela de São Brás (Penedo), em 1758 chamava-se Capela de Santa Catarina, no lugar da estrada, hoje lugar de Penedo;
  • Casa do Visconde do Penedo (séc. XIX), reconstruida em 2001 pelo seu herdeiro Dr. Alberto Vieira.
  • Casa da Tarruca e casa Alminhas, em Eirós;
  • Casa da Carvalha, casa do Mestre (Corrêlo);
  • Casa da Teresinha, Paredes.

Há ainda nesta freguesia 25 espigueiros e nove azenhas.

Festas e Romarias

  • Festa de São Brás no dia 3 de Fevereiro
  • Senhora de Fátima no 2º Domingo de Outubro

Movimento associativo

  • Associação Cultural e Desportiva de Ventosa

Em 1925 tinha esta freguesia  402 pessoas, 107 fogos (casas) e os lugares de:

  • Assento
  • Cartacho – Para que conste, a Senhora Alzira de Lemos, mais conhecida por Alzira de Cartacho,  que nasceu em 1905 e  faleceu em 6.12.1975, com 70 anos de idade,  quando em criança muito pequena, já ia pelo ar levada por uma águia (ave de rapina), e ficou com um buraco na cabeça da  picadela da águia, foi o meu tio Alfredo Soares que presenciou tal acto e aos gritos à águia, esta se assustou e deixou cair a Criança Alzira. Muita gente dos mais velhos sabem disto, mas hoje dia 5.10.2002, confirmei este facto com a sua filha Glória do Carmo Lemos Esteves.
  • Correlo
  • Eirós – que em 1925 tinha as paredes de duas casas que foram queimadas pelo exercito de Napoleão Bonaparte, quando das invasões francesas em 1809,  casas essas que pertenciam ao eido do Braga, que terá pertencido a  gente com alguma importância, na época, que fica no ponto mais alto de Eirós e já não existem.  Esta informação foi dada pelo Senhor Armindo Antunes Gonçalves, filho do Sr. Adelino Gonçalves, mais conhecido por Adelino do Duarte (do eido de baixo).
  • Foz
  • Paredes
  • Penedo – no livro Noticia Histórica e Descritiva de Vieira do Minho, editado em 1925, depois de vários anos investigação, tem 2 fotos do lugar do Penedo, onde o caio das paredes das casas, denuncia  um ar de fidalguia. No Penedo havia feira concorrida, nas primeiras e terceiras sextas feiras de cada mês.
    Por informação dada hoje dia 12.2.2003 pelo Reverendíssimo Padre Luís Jácome da freguesia de  Caniçada, o Visconde do lugar do Penedo da freguesia da Ventosa, foi que criou a Escola Primária de Caniçada, tendo financiado a sua construção, manutenção e pago os primeiros tempos aos docentes que deram aulas.

    VISCONDE DE PENEDO

    ANTÓNIO JOSÉ ANTUNES SOBRINHO

    Foi único Visconde de Penedo, António José Antunes Sobrinho, nascido em Caniçada (Vieira do Minho, Braga), em 1814 e morreu em Braga a 16 de Maio de 1888. Era irmão do Visconde de Nazaré.

     Seguiu muito novo para o Brasil como emigrante. Residiu muitos anos no Pará entregue à vida comercial, onde conseguiu fortuna, criando ali uma importante firma. De regresso a Portugal, ficou a residir em Braga, onde se tornou muito considerado.

    O título foi-lhe concedido por D. Luís em 1885.

    (Nobreza de Portugal e do Brasil, coordenado por Afonso Zuquete)

    Por  volta de 1942, foi construída uma pequena fábrica de tecelagem e fiação Junto à poça da Várzea, que pertenceu ao Sr. Inocêncio Abreu Dias que nasceu em 1904 e faleceu em Junho de 1973 morava no lugar do Penedo, numa casa junto ao talho que foi do Sr. Álvaro.O Sr. Inocêncio Abreu Dias foi casado com a D. Silvina Barbosa Antunes, filho do Sr. Júlio Antunes Sobrinho, mais conhecido pelo Sr. Júlio do Penedo.
    A capacidade técnica do Sr. Inocêncio Abreu Dias,  fez com que tinha produção própria de energia eléctrica produzida por um dínamo colocado na segunda possa da várzea, que servia para fazer trabalhar   3 máquinas de fiar algodão  Eléctricas e para consumo domestico, tinha ainda 4 teares manuais que tecia pano para camisas de homem e outros fins.
    Chegou a empregar cerca de 6 senhoras, uma é filha de Tio Custódio José Soares, que se chama Leonilda Silva Soares, a Srª Nair Conceição Lemos e Maria Alvão, ambas do lugar de Paredes. Criou a Casa do Povo do Penedo, por volta de 1945, para assistência aos idosos e doentes das freguesias circunvizinhas, tendo como direcção o Sr. Inocêncio Abreu Dias e o Sr. Francisquinho do Encumum de Caniçada, onde vinha um médico regularmente prestar assistência aos doentes.

    Fontes: Sr. João Antunes de Abreu Dias, Sr.  Amadeu Silva Soares
    No Penedo existiu uma padaria  que pertencia ao Sr. Júlio do Penedo, mas foi explorada pelo Sr. Manuel da Rocha, mais conhecido como padeiro.
    Fonte: Amadeu Silva Soares

  • Picoto
  • Quintã: os soldados de Napoleão, também incendiaram  a casa da Eira de Quintã, que tem um espigueiro de 1781, onde nasceu ás 2 horas da tarde de 18.06.1888, o meu Avó Materno, Bento José Soares, faleceu às 11horas da manhã de  6.12.1966 e todos os seus irmãos, Alfredo Soares, Custódio Soares, Patrocínia Soares, Conceição Soares e Luís Soares, casa onde hoje dia 9.6.2002, vive o seu neto Paulo Soares na companhia de Sua Mãe, que tinha uma trave em madeira ainda queimada, desse acto de guerra banditista e deram tiros nos pipos para poder tirar o vinho. Os franceses invadiram Portugal em 18.10.1807 e depois de deixar o País na penúria e tudo destruído, o povo revoltou-se com a ajuda dos Inlgeses e Espanhóis, correram com os franceses definitivamente em 1814.
    – Quintã teve muita sorte, porque lá viveu o Senhor José Narciso de Sousa, nasceu em 19.10.1884, nesta freguesia da Ventosa, casou em 1911, com Maria António Gonçalves, tinha 27 anos de idade, faleceu em 22.4.1965.  Homem conhecedor das letras, pois trabalhou como tesoureiro da Fazenda Publica em  Vieira do Minho, foi ainda escrivão dos Julgados de Paz, na companhia do Sr. Francisco do Encomum da freguesia de  Caniçada e com o seu empenho criou o Posto Escolar de Quintã, onde começou por dar aulas nocturnas só a rapazes ou homens adultos das localidades próximas e distantes. Foi uma grande inovação numa época em que quase toda a gente era semi-analfabeta ou mesmo analfabeta.
    O posto escolar de Quintã, foi-se transformando em escola regular, mas com muitas e grandes interrupções, as regentes que davam aulas, passavam meses que não apareciam e nós crianças da época, fomos muito prejudicados, porque o Posto Escolar de Quntã tinha sido um palheiro, mantinha os buracos no chão e por baixo tinha uma corte de animais com muitas pulgas. tivemos uma professora que nos mandava apanhar azeitona do chão.  A distância de quintã até ao Penedo foi medida pelos  Os Senhores Narciso de Sousa e Celestino Soares Pereira com uma corda e como o percurso foi  pela Revolta, conseguiu a distância legal para criar o referido Posto Escolar, pois a única  Escola Primária  que tinha-mos era a do Penedo numa das salas da casa do Sr. Júlio do Penedo, conhecida pela casa do  Visconde do Penedo.
  • Revolta: contava o meu avô Bento José Soares, que na minha chã do Chernado, em frente à Escola de Quintã, estiveram lá tropas acampadas, que se presume tenham sido quando das invasôes francesas.
  • Ventosa: o cemitério da freguesia teve em 24.12.1928, sepultada a 2ª pessoa, que foi a minha avó materna Maria Engrácia Barbosa, que nasceu em 27.12.1881,  filha de Manuel António Barbosa e de Maria da Conceição Pereira de Sousa Azevedo , Neta de José António Barbosa e de Ana Rosa de Carvalho e Bisneta de Custódio José Barbosa e de Joaquina Rosa Antunes, natural da freguesia de Soengas, da casa Barbosa com capela particular ,  ainda hoje 9.6.2002 lá existe essa capela, que terá sido construída com dinheiro vindo do Brasil, mandado por um antigo familiar chamado João Barbosa, que depois se chamou  Frei Fabiano de Cristo, cujo Convento de Santo António,  já visitei no Rio de Janeiro, Brasil, onde se encontra o seu túmulo desde 1927, com a sua fotografia num altar da Igreja desse Convento e os Brasileiros tem grande fé e devoção a Frei Fabiano de Cristo, conhecido pelos seus milagres,  pois presenciei a constante passagem de gente pelo seu altar em Novembro de 2000, porque Frei Fabiano de Cristo teve uma vida cheia de bons exemplos,  já em vida era admirado pela sua Caridade e Bondade, por todas as classes sociais da época. João Barbosa nasceu na freguesia de Soengas em 1676, foi para o Brasil em 1698, em 1705 entra no Convento de Santo António no Rio de Janeiro, Brasil, morreu a 17.10. 1747.
    Corre o processo de Canonização no Vaticano para ser elevado aos altares.

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